Autismo

Quantas pessoas têm autismo?

Atualmente, não se sabe o número exato de pessoas com autismo. Os investigadores recorrem a diferentes métodos para determinar a prevalência, o que frequentemente proporciona resultados diferentes.

 

Existe cura para o autismo?

Até à data não existe cura para o autismo, mas por vezes as crianças com PEA fazem imensos progressos de tal forma que deixam de exibir totalmente o síndroma do autismo quando são mais velhos. A pesquisa tem vindo a demonstrar que o diagnóstico e a intervenção precoces no período pré-escolar têm mais possibilidades de resultar em efeitos positivos sobre competências e sintomas mais tardios.

Quanto mais cedo a criança obtiver ajuda, maior a oportunidade de aprendizagem. Uma vez que o cérebro das crianças pequenasainda se está a formar, a intervenção precoce dá à criança as melhores possibilidades de desenvolver o seu potencial. Mesmo assim, independentemente do momento em que a pessoa é diagnosticada, nunca é tarde demais para beneficiar do tratamento. Pessoas de todas as idades com PEA de todos os níveis respondem geralmente de forma positiva a intervenções bem delineadas. Os programas de intervenção precoce incluem métodos comportamentais, educação desenvolvimentista precoce, competências de comunicação, terapia ocupacional, fisioterapia e brincadeiras sociais estruturadas.

Quais são os tratamentos para o autismo?

Atualmente, não existe um único tratamento definitivo para PEA. Contudo, existem uma variedade de formas de minimizar os sintomas e maximizar a aprendizagem. Pessoas com PEA têm melhores possibilidades de fazerem uso de todas as suas capacidades individuais e competências se receberem terapias comportamentais e educação. Nalguns casos, estes tratamentos podem ajudar as pessoas com autismo a funcionar perto dos níveis normais. Terapias Comportamentais e Outras Opções Terapêuticas De forma geral, a terapia de gestão comportamental trabalha para reforçar os comportamentos desejados e reduzir os indesejados. Ao mesmo tempo, estes métodos também sugerem aos cuidadores o que fazer antes ou entre episódios de comportamentos problema e o que fazer durante e após esses episódios. A terapia comportamental baseia-se frequentemente na Análise Comportamental Aplicada (ABA).

Existem também outras terapias, para além da ABA, que também podem ser eficazes.

Terapeutas da fala podem ajudar as pessoas com autismo a melhorar a sua capacidade geral de comunicar e interagir com os outros eficazmente, bem como desenvolver a sua fala e as suas competências linguísticas. Estes terapeutas podem ensinar formas não-verbais de comunicar com os outros. Também podem ajudar as pessoas a usar melhor as palavras e as frases e a melhorar a taxa e o ritmo da fala e da conversação.

Terapeutas ocupacionais podem ajudar as pessoas com autismo a encontrar tarefas e condições que correspondam às suas capacidades e necessidades. Tal ajuda inclui o uso do computador, teclado e rato para facilitar a comunicação, ou identificar competências associadas aos interesses e capacidades individuais da pessoa.

Fisioterapeutas constroem actividades e exercícios para fortalecer o controlo motor e a melhorar a postura e o equilíbrio. Por exemplo, podem ajudar uma criança que evita o contacto corporal a participar em actividades e jogos com outras crianças.

Em Setembro de 2005 a APPDA- Açores passou a acolher os Jovens com idades iguais ou superiores aos 16 anos que tinham terminado a escolaridade obrigatória. De acordo com o decreto – lei no 18/89 de 11 de Janeiro, e transpondo para as perturbações de desenvolvimento do espectro autista, nem sempre a profundidade ou extensão das limitações físicas ou mentais apresentadas pelas pessoas portadoras desta deficiência permitem a sua integração sócio-profissional nos quadros normais de trabalho ou em centros de emprego protegido após o período adequado de educação especial ou de reabilitação profissional.

No entanto, muitas dessas pessoas são suscetíveis de uma certa integração social ativa, mediante o desenvolvimento de atividades ocupacionais tendentes, fundamentalmente, a assegurar condições de equilíbrio físico e psicológico, sem vinculação às exigências de rendimento profissional ou de enquadramento normativo de natureza jurídico-laboral.

As atividades ocupacionais têm, assim, como finalidade proporcionar às pessoas com deficiência atividades socialmente úteis, de forma a permitir-lhes uma valorização pessoal e o aproveitamento das suas capacidades remanescentes, quer na perspetiva de uma eventual integração, se possível, no regime do emprego protegido, quer na perspetiva de manter os deficientes simplesmente ativos e interessados.

Estas formas de apoio visam, por outro lado, a valorização pessoal das pessoas com deficiência e a sua integração na comunidade, o que se traduz também em ajuda às respetivas famílias.

Atualmente, não existe um único tratamento definitivo para PEA. Contudo, existem uma variedade de formas de minimizar os sintomas e maximizar a aprendizagem. Pessoas com PEA têm melhores possibilidades de fazerem uso de todas as suas capacidades individuais e competências se receberem terapias comportamentais e educação.

Nalguns casos, estes tratamentos podem ajudar as pessoas com autismo a funcionar perto dos níveis normais. Por estes motivos, a implementação de um CAO, num futuro próximo, na nossa instituição se reveste de vital importância para a qualidade de vida destes indivíduos.